Ela não era dali.Não pertencia a nada e nem a ninguém. Mas sabia que tudo a prendia de alguma
As luzes,o céu, as ruas, tudo chamava atenção e a convidava e permanecer no lugar feliz. O ar era leve, o sorriso sincero , e as cobranças, quase não existiam. Aos menos não pesavam tanto. Lá , ela tinha a liberdade de falar , de questionar e dançar em noite de lua. De pular em cachoeiras, de acordar e olhar o mar. As montanhas a abraçava. E o brilho dos olhos voltava a reinar.
Ela se sentia completa. Completa por dias , horas , até um tempo depois de voltar pra sua mesmice.
Ela lamentava muito não poder permanecer lá. Mas tinha consciência de que tinha uma vida construida em outro lugar , e por mais que não precisa-se de muitos que deixara , muitos , na verdade a maioria , precisava constante e incansavelmente dela.
Muito lindo Mari, amei mesmo !
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